sábado, 24 de setembro de 2016

12 Lugares, 12 Meses, 12 Histórias - União de Freguesias de Albernôa e Trindade

Nos passados dias 16 e 17 de Setembro realizaram-se as iniciativas do projecto "12 Lugares, 12 Meses, 12 Histórias - A Idade do Bronze na região de Beja" na União de Freguesias de Albernôa e Trindade. Estas actividades estiveram inicialmente programadas para Maio, mas as condições climatéricas na altura não permitiram a sua realização que só foi possível concretizar agora. 
Assim, na sexta feira dia 16 realizou-se uma conferência destinada a dar a conhecer à população local os vestígios da Idade do Bronze na região e destacar a importância para o povoamento da época que seria atribuído à zona das ribeiras de Cobres e Terges. A sessão, que decorreu no edifício da antiga junta de freguesia da Trindade, contou com 16 participantes e permitiu um longo debate sobre diversas temáticas relacionadas com a arqueologia em geral e com os sítios da Idade do Bronze na região.



No dia seguinte o percurso proposto levou os 38 inscritos a deslocarem-se até à região da Trindade para dar início a uma caminhada de cerca de 8 km, partindo da Herdade do Monte da Ponte junto ao local onde há cerca de 3500 anos existiu uma das maiores necrópoles de cistas do Sul de Portugal, a necrópole de Alfarrobeira, de que hoje não subsistem quaisquer vestígios observáveis.
Após uma pequena recepção aos participantes por parte da proprietária da herdade, Arqt.ª Paula Mira, e que serviu para apresentar uma nova unidade de turismo rural aqui instalada, iniciámos um percurso que teve uma primeira metade marcada por constantes subidas e descidas que indiciavam claramente a mudança de paisagem da suave peneplanície para os relevos mais irregulares junto às ribeiras de Cobres e Terges.





Após uma curta paragem junto ao ponto onde as ribeiras se unem o grupo seguiu em direcção ao povoado do Bronze Final do Pé do Castelo ou Pego do Castelo, situado numa colina sobranceira à Ribeira de Cobres e onde se encontrou há alguns anos uma rara peça em bronze, talvez produzida no Mediterrâneo Central ou Oriental.




A segunda metade do percurso revelou-se um pouco mais suave e atravessou uma zona mais plana em direcção ao Monte do Azinhalinho onde os caminheiros foram recolhidos para seguirem de autocarro para a aldeia da Trindade onde mais uma vez houve ocasião para um alegre convívio com uma merenda partilhada ao mesmo tempo que se pôde apreciar uma pequena exposição sobre o tema do percurso.



Os nossos agradecimentos à Câmara Municipal de Beja e à União de Freguesias de Albernôa e Trindade pelo apoio prestado em mais uma jornada dedicada à Idade do Bronze e à Arqt.ª Paula Mira e à equipa do Agroturismo Xistos pela entusiasta recepção.
No próximo mês o projecto "12 Lugares...." irá seguir até Baleizão nos dias 7 e 8 de Outubro.

sábado, 10 de setembro de 2016

12 Lugares, 12 Meses, 12 Histórias - Cabeça Gorda

O Projecto "12 Lugares, 12 Meses, 12 Histórias - A Idade do Bronze na região de Beja" visitou a freguesia de Cabeça Gorda nos dias 9 e 10 de Setembro na sua 8ª etapa!
Como habitual, realizou-se uma conferência destinada a dar a conhecer às populações locais o património arqueológico da Idade do Bronze no concelho de Beja e que, neste caso, teve lugar no Centro de Convívio da Cabeça Gorda no dia 9 de Setembro.
Perante uma pequena mas interessada plateia de 8 assistentes, falou-se sobre os inícios da Idade do Bronze e as diferenças para o período anterior, a Idade do Cobre, utilizando como exemplo o recinto de fossos calcolítico do Monte das Cabeceiras, na Cabeça Gorda, que também foi ocupado por uma necrópole de hipogeus durante a Idade do Bronze.


Após o tradicional briefing inicial onde se apresenta genericamente o percurso a efectuar, bem como alguns cuidados a ter e outras informações, o grupo de 36 caminheiros deixou para trás a aldeia da Cabeça Gorda em direcção ao sítio arqueológico do Monte das Cabeceiras 2.



Houve oportunidade para falar de algumas actividades tradicionais documentadas ao longo do trajecto como o fabrico de telhas que aqui ganhou alguma relevância até aos inícios do século XX, sendo ainda possível observar um telheiro já em ruína junto ao caminho.


Chegados a cerca de metade do percurso o grupo parou num ponto um pouco mais elevado que permitia a observação do local onde na Idade do Cobre e do Bronze se implantou o sítio agora conhecido por Monte das Cabeceiras 2 e que serviu de mote para descrever algumas mudanças ocorridas entre estes dois períodos, nomeadamente ao nível das diferenças nas estratégias e redes de povoamento.




Após esta breve explicação a que se seguiram algumas questões da parte dos participantes, iniciou-se o regresso à Cabeça Gorda onde a Junta de Freguesia havia preparado uma recepção destinada a recuperar do esforço e do muito calor que ainda se faz sentir neste início de Setembro.
Como sempre, a merenda oferecida aos participantes torna-se num momento de convívio e de discussão onde houve oportunidade para se visualizarem alguns painéis expositivos sobre o tema da jornada.




O regresso a Beja haveria de se fazer, como não poderia deixar de ser, ao som e ao "ritmo" do Cante Alentejano!


Mais uma vez aqui ficam os nossos agradecimentos a todos os participantes em mais uma etapa sobre a Idade do Bronze de Beja, à Câmara Municipal de Beja por todo o apoio prestado, ao arqueólogo Nelson Borges pela informação disponibilizada dos trabalhos que realizou neste território, e à Junta de Freguesia de Cabeça Gorda pelo magnífico acolhimento.
Em Setembro haverá mais uma jornada do "12 Lugares...", já nos dias 16 e 17 em Albernôa e Trindade.
Até lá!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Artigo sobre o Outeiro do Circo na Popular Archaeology


A revista internacional online Popular Archaeology publicou no dia 6 de Agosto de 2016 um artigo dedicado ao Outeiro do Circo e que surge na sequência do acompanhamento dado ao projecto Global Archaeology da arqueóloga Kate Leonard que durante o passado mês de Agosto participou nas escavações realizadas neste povoado da Idade do Bronze.
Pode ler aqui o artigo na íntegra.