terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Outeiro do Circo - Beja em imagens

Algumas fotos da paisagem envolvente ao Outeiro do Circo em 2011.
Retirados de: Beja em imagens.
Autoria e cortesia: Rui Eugénio




Do sítio arqueológico do Outeiro do Circo com vista para Beringel, Trigaches e barragem do Pisão.

Vista para Beja desde o sítio arqueológico do Outeiro do Circo.

Perto do Monte do Circo, Mombeja.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Balanço 2018

O balanço de 2018 do Projecto Outeiro do Circo fica irremediavelmente marcado pela não aprovação da proposta de um novo projecto apresentado à Câmara Municipal de Beja, que se iniciaria no Verão do ano que agora finda, o que condicionou bastante a programação de actividades a desenvolver ao longo do ano.
A reformulação e apresentação de nova proposta ao município, entregue para análise em Julho, viria a merecer desta vez a aprovação, que foi anunciada mesmo sobre o final do ano e que deixa expectativas de um 2019 mais preenchido em termos de iniciativas relativas a este projecto que retomará o curso de investigação em Agosto próximo. 
Apesar das dificuldades de manutenção de actividades relacionadas com a investigação produzida no Projecto Outeiro do Circo procurou-se ao longo de 2018 manter a dinâmica de anos anteriores, com maior foco em iniciativas de divulgação generalista e científicas. 
Assim, destaca-se a disponibilização de 5 novos artigos, incluindo o resumo da campanha de 2016, publicado no número 21 da revista Al madan em 2017, mas só acessível para download em 2018, a publicação de um texto de divulgação no site patrimonio.pt, dedicado ao tema da Educação Patrimonial desenvolvida no Outeiro do Circo, o artigo "A Idade do Bronze pelas planícies de Ferreira do Alentejo", publicado no livro "Ferreira 5000 anos de História", a convite da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo e cujo lançamento ocorreu no dia 25 de Abril, um trabalho sobre a presença de materiais calcolíticos no Outeiro do Circo, integrado nas Actas do VIII Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, apresentadas em Serpa no dia 29 de Setembro e um artigo de balanço e análise de uma Mesa Redonda onde o Projecto Outeiro do Circo esteve presente sob o tema da Arqueologia Comunitária, também publicado na Al madan, no número 22, tomo 2 da edição online desta revista. 
Foi assim concretizado o objectivo de manter uma regularidade de publicações ao longo do ano.
Em relação à presença em conferências foi também possível manter uma certa regularidade e diversidade de participação.
Em Abril decorreu a conferência "Um mundo em mudança. Transformação e diversidade nas sociedades da Idade do Bronze do Sudoeste", incluída no ciclo expositivo "Um novo brilho. A Idade do Bronze" da exposição de longa duração "Sob a terra e as águas - 20 anos de arqueologia entre o Guadiana e o Sado", organizada pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo, EDIA, S.A. e Câmara Municipal de Beja no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, em Beja e que haveria de ser o tema de uma reportagem do Diário do Alentejo intitulada "Beja antes da chegada dos romanos". 
Em Julho o Projecto Outeiro do Circo marcou presença no ciclo de conferências organizado pela Projecto Meandro_CVR, na localidade de Vale Venteiro, Tomar, para discutir o tema Arqueologia, Comunidades e Educação Patrimonial. 
No dia 1 de Outubro, a convite da Fundação INATEL, proferiu-se, no Hotel Francis em Beja, a conferência "Projecto Outeiro do Circo (Beja). Da investigação arqueológica ao envolvimento comunitário" no âmbito do programa INATEL 55+pt. 
O Projecto Outeiro do Circo desenvolveu ainda um programa de actividades no quadro das Jornadas Europeias do Património, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Beja, que tiveram lugar no Hospital da Misericórdia de Beja a 6 de Outubro e que consistiram num conjunto diversificado de acções, iniciadas com uma conferência sobre Arqueologia em Comunidade: do Outeiro do Circo a Mombeja, seguida de debate, jantar comunitário, visionamento de um documentário e que terminaria com a actuação do Grupo Coral de Mombeja. 
Também a participação em congressos científicos foi menos frequente que em anos anteriores, mas foi possível apresentar diversos temas relacionados com os trabalhos desenvolvidos no Outeiro do Circo.
A primeira participação em congressos em 2018 decorreu no Fundão, no âmbito da Mesa Redonda "Arqueologia, Museu(s) e Comunidade(s). Arqueologia Comunitária e Museologia Comunitária", a 15 e 16 de Junho , onde se apresentou a comunicação "Conta-me como foi! Educação Patrimonial num projecto arqueológico (...perdido nas terras do interior)".
Seguiu-se a participação no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, entre os dias 9 e 11 de Outubro em Zafra (Espanha) com uma apresentação de síntese sobre os principais resultados dos trabalhos desenvolvidos no Outeiro do Circo entre 2014 e 2017. 
Por fim, foi chegada a vez de marcar presença no seminário internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: que tipo de viragem?", que teve lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra nos dias 16 e 17 de Novembro, no qual foi apresentado um poster intitulado "Um lento despertar na planície. Ao longo da Idade do Bronze na região de Beja". 
Apesar da ausência de trabalhos de campo em 2018 manteve-se a colaboração com a União de Freguesias de Santa Vitória e Mombeja no âmbito da semana cultural com a realização de uma caminhada temática entre Mombeja e o Outeiro do Circo, que contou com a organização do Grupo Desportivo e Cultural de Mombeja. 
Um dos momentos altos do ano terá necessariamente de corresponder à estreia do documentário Xaroco, da realizadora colombiana Andrea Mendoza, rodado e produzido em 2017, que teve a sua estreia no dia 13 de Junho no Cine-Teatro Pax Julia, em Beja e que teria nova sessão em Mombeja a 29 de Setembro, integrada nas comemorações das Jornadas Europeias do Património.

O ano de 2018 seria também dedicado a uma maior atenção ao tratamento de espólio, resultante dos trabalhos do projecto decorrido entre 2014 e 2017, sendo os trabalhos desenvolvidos por Sofia Silva no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa em Braga, com que se estabeleceu um protocolo de cooperação.

Houve ainda lugar a outras acções mais esporádicas, resultantes de diversos contactos, onde cabe destacar a colaboração com a revista National Geographic - Portugal, no âmbito da revisão do artigo "A Idade do Bronze. O despertar da Europa", o lançamento de um vídeo promocional sobre o Projecto Outeiro do Circo, realizado por Mariana Lança, a colaboração na exposição de fotografia de Arte Pré-histórica "In nomine hominis...pro memoria artis", de Dinis Cortes, inaugurada a 23 de Março no Centro UNESCO em Beja ou a participação na sessão de trabalho 2Archis - Plataforma on.line de registo de dados arqueológicos, realizada na Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho a 18 de Abril. 
Procurou-se manter também a presença regular e dinâmica nas redes sociais, noticiando todos os acontecimentos referidos neste balanço e muitos outros, para além da manutenção de alguns espaços de divulgação, dedicados quer ao Outeiro do Circo quer à Idade do Bronze do Sudoeste, como sucedeu com as rubricas "Citações" e "A ocupação do território". 

Foi o balanço possível de um ano atípico para o Projecto Outeiro do Circo face à não realização de trabalhos de campo em 2018, esperando que 2019 seja um ano marcado por mais actividade, como seguramente ocorrerá com o início de um novo projecto de investigação a partir de Agosto de 2019.

BOM ANO!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Novo projecto para o Outeiro do Circo aprovado pela CM Beja


Os responsáveis científicos do Projecto Arqueológico do Outeiro do Circo anunciam a aprovação da Câmara Municipal de Beja à proposta de um novo projecto a desenvolver entre 2019 e 2021.
A investigação arqueológica irá centrar-se na continuação das escavações arqueológicas no interior do povoado da Idade do Bronze Final do Outeiro do Circo, situado entre Mombeja e Beringel.
As intervenções irão iniciar-se em Agosto de 2019, numa área próxima à linha de muralha onde foram detectados vestígios relacionados com a ocupação habitacional deste povoado, com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre o quotidiano das comunidades que habitaram este local há 3000 anos.
Para além da componente de investigação, este novo projecto, incorpora um programa de Educação Patrimonial e de Arqueologia Comunitária mais vasto, com o intuito de consolidar as dinâmicas alcançadas nestas vertentes. 


O projecto será submetido à apreciação da Direcção Geral do Património Cultural no início de 2019 e após a obtenção de todas as autorizações serão aqui divulgados dados mais concretos sobre os objectivos a atingir e a estratégia de investigação a implementar entre 2019 e 2021. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Pré-Actas do Seminário Internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: Que tipo de viragem?"

Já se encontra disponível o livro de Pré-Actas do Seminário Internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: Que tipo de viragem?", que terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra nos dias 16 e 17 de Novembro.
O Projecto Outeiro do Circo participa com um trabalho de Miguel Serra, intitulado "Um lento despertar na planície. Ao longo da Idade do Bronze na região de Beja", sob a forma de poster que também será alvo de apresentação oral no primeiro dia do seminário. 

Link para download: Pré-Actas

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Participação do Projecto Outeiro do Circo no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular

O Projecto Outeiro do Circo marcou presença no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste peninsular, realizado nos dias 9, 10 e 11 de Novembro em Zafra (Badajoz).
A comunicação "O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja, Portugal): balanço preliminar do projecto de investigação 2014-2017", da autoria de Miguel Serra e Eduardo Porfírio, coordenadores científicos do projecto, sintetizou os principais resultados obtidos nas campanhas de escavação arqueológica desenvolvidas entre 2014 e 2017 na área interior do povoado.
Estes trabalhos permitiram verificar que o topo do Outeiro do Circo se encontra bastante afectado pela erosão e pela agricultura mecanizada, condicionando bastante a preservação de eventuais estruturas arqueológicas, que nas áreas sondadas, se resumiram à detecção de uma pequena fossa irregular, aberta no substrato geológico, colmatada com materiais cerâmicos do Bronze Final, fauna malacológica e um nível de pedras a selar o topo.
Nas várias sondagens realizadas na zona mais elevada do povoado e apesar da escassa potência estratigráfica, constatou-se a presença de inúmeros materiais cerâmicos e líticos atribuíveis ao Bronze Final, dispersos em camadas muito revolvidas pela prática agrícola, para além de outros materiais, sobretudo cerâmicos, que se inserem em cronologias mais recentes, desde a Idade do Ferro, passando pelo período romano até às épocas medieval e moderna, revelando ocupações mais residuais, durante estes períodos, no topo da elevação.
Duas outras sondagens abertas junto à linha de muralha revelaram uma potência estratigráfica mais profunda e com menor revolvimento, assinalando-se a presença de grande quantidade de materiais da Idade do Bronze, entre os quais alguns metais, como uma argola e uma conta em liga de cobre. Uma destas sondagens também não revelou estruturas conservadas, apesar de apresentar mais de 1,5 m de potência estratigráfica, enquanto que a outra revelou a existência de um alinhamento pétreo envolvido em barro cozido, e que será alvo de nova intervenção em 2019, na expectativa de se confirmar pertencer a uma possível estrutura habitacional.
Para além dos resultados científicos houve ainda espaço para apresentar um breve balanço das iniciativas de sociabilização da arqueologia desenvolvidas no Projecto Outeiro do Circo, através do programa de Educação Patrimonial, das acções de Arqueologia Comunitária e do Plano de Formação para os participantes.