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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Publicação da tese de Ana Bica Osório

Anuncia-se o lançamento das Monografias da Associação dos Arqueólogos Portugueses, relativas à 1ª Edição do Prémio Eduardo da Cunha Serrão 2015, que terá lugar no próximo dia 25 de Maio às 18:30 no Museu Arqueológico do Carmo.
Uma das monografias a lançar corresponde à tese de doutoramento de Ana Bica Osório, colaboradora do Projecto Outeiro do Circo, intitulada "A variabilidade das cerâmicas manuais com decorações brunidas do Bronze Final / I Idade do Ferro na Península Ibérica" e que reúne diversos trabalhos analíticos sobre cerâmicas brunidas, incluindo as recolhidas nas escavações realizadas no Outeiro do Circo entre 2008 e 2013.
À Ana Bica os nossos parabéns, bem como aos restantes contemplados.



terça-feira, 23 de maio de 2017

Oficinas de Arqueologia Experimental - Olaria pré-histórica - Nelas - Oficina 1 - 20 de Maio



Decorreu no passado dia 20 de Maio, a primeira oficina do Workshop de Arqueologia Experimental - Olaria Pré-histórica, uma organização conjunta do Projecto Outeiro do Circo/Palimpsesto Lda., do projecto Divulgarq (concebido por Luís Laceiras e que contou também com o apoio da Câmara Municipal de Nelas e da Fundação Lapa do Lobo. Esta última entidade foi também responsável pelo financiamento desta actividade, cedendo igualmente os excelentes espaços onde a mesma se desenrolou.

Esta iniciativa contou com cerca de 20 participantes curiosos em conhecer o processo de manufactura cerâmica, inspirado em formas conhecidas da pré-história.

Um álbum fotográfico mais extenso está disponível na página do facebook do projecto Outeiro do Circo, onde poderá ser consultado e partilhado. 

No próximo dia 3 de junho, decorre a segunda oficina "Cozedura de recipientes cerâmicos, das 9h30m às 19h30m, e visa a cozedura, das peças moldadas na primeira oficina, em fogueira aberta e soenga fechada.

Um agradecimento muito especial aos funcionários da Fundação Lapa do Lobo por todo o profissionalismo, simpatia e dedicação que dedicaram a esta iniciativa.









quarta-feira, 26 de abril de 2017

Projecto faCta em Nelas a 20 de Maio e 3 de Junho

O Projecto faCta - Oficinas de Arqueologia Experimental sobre cerâmica, nascido no seio do Projecto Outeiro do Circo e desenvolvido por Ana Osório, continua a percorrer o país, visitando Nelas em 20 de Maio e 3 de Junho.
Esta sessão é organizada pela empresa Palimpsesto e pelo projecto Divulgarq, concebido por Luís Laceiras, que participou em diversas campanhas arqueológicas no Outeiro do Circo. A iniciativa é financiada pela Fundação Lapa do Lobo (Nelas) que também se constitui como entidade co-organizadora e conta com o apoio da Câmara Municipal de Nelas.



domingo, 23 de agosto de 2015

Projeto faCta em ATL

O Projeto faCta  - oficinas de cerâmica da Idade do Bronze - colaborou com a União de Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista (Beja) na realização de atividades direcionadas para um ATL.
Assim, no dia 21 de Agosto, foi a vez dos jovens em férias do ATL do Penedo Gordo, aldeia do concelho de Beja, se iniciarem na modelação de peças cerâmicas pré-históricas.
Os jovens oleiros puderam deste modo testar as suas capacidades e expressarem a sua criatividade durante uma tarde que se iniciou com uma breve explicação sobre o que se pretendia fazer, logo seguida da modelação de cerâmicas com utilização de barro proveniente das escavações do Outeiro do Circo, que antes já havia sido visitado por alguns destes jovens.
A sessão decorreu com o entusiasmo típico dos mais novos e houve lugar a várias surpresas entre os artefactos fabricados que variaram entre as tentativas de produzir peças semelhantes às réplicas e desenhos fornecidos e outras que exibiam uma larga capacidade de imaginação.
Cabe ainda agradecer o envolvimento dos voluntários do Projeto Outeiro do Circo que assim puderam não só participar na própria sessão, mas também aderirem e compreenderem melhor o porquê da realização de atividades educativas no âmbito deste projeto de investigação arqueológica.
Por fim os nossos agradecimentos a Ana Osório, que dirigiu a sessão e que concebeu este projeto no âmbito da realização de atividades de arqueologia experimental decorrentes da investigação no Outeiro do Circo, mas que mais uma vez atesta a capacidade e interesse de poder ser colocado ao serviço de ações de divulgação. Também aqui deixamos os nossos sinceros agradecimentos à equipa do ATL do Penedo Gordo pelo excelente acolhimento a esta iniciativa.
E, claro está, os parabéns aos magníficos 20 jovens oleiros do Penedo Gordo....











quinta-feira, 11 de junho de 2015

Arqueologia experimental ou a “engenharia inversa” de recipientes cerâmicos do Bronze Final: Parte 3 – Experiências de selagem e uso

Durante a actividade “You make, I break, together we glue” que decorreu em 2013 no Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra, para além das oficinas de modelação e cozedura de recipientes foi testada a sua utilidade recorrendo a várias matérias orgânicas para melhor impermeabilizar ou “selar” a porosidade das peças. Para isso, no dia 30 de Maio de 2013, a equipa (Ana Osório, Diana Fernandes, Sofia Silva, Eduardo Porfírio e Miguel Serra) reuniu alguns materiais e os recipientes das sessões prévias (cozidos a baixas temperaturas que não ultrapassaram os 700ºC). Mais uma vez a sessão começou com uma pequena apresentação, neste caso sobre práticas etnográficas de “selagem” das peças para diminuir a porosidade e recuperar fracturas.
De modo a compreender melhor os possíveis factores em jogo nesta fase esta sessão foi planeada de acordo com vários aspectos:
O primeiro passo consistiu em encher os recipientes com uma quantidade fixa de água durante 2 minutos e voltar a medir a água para observar quanta teria sido absorvida pela superfície dos recipientes. A maioria dos recipientes absorveu cerca de ¼ do volume de água, revelando grande presença de micro-fracturas pouco visíveis.


Em seguida construiu-se uma pequena fogueira para colocar os recipientes e ferver água. Os recipientes foram secos em volta da fogueira e aqueles que não apresentavam fracturas evidentes foram parcialmente cheios com água e postos sobre brasas na fogueira, controlando-se o tempo até à água ferver. Em muitos casos os recipientes rapidamente ficavam com as superfícies húmidas ou encharcadas, o que impedia que a água entrasse em ebulição e em alguns casos mais exagerados apagava as brasas.

Para recuperar os recipientes os participantes testaram materiais diferentes, presentes em diversa literatura etnográfica, ou uma combinação de vários: farinha integral; farelo; gordura animal (banha) e vegetal (azeite), sangue (no caso de galinha) e cera de abelha. Testou-se ainda o efeito de alguns produtos na cor: foi o caso do limão (ácido) e do vinho (por ser rico em taninos).Alguns materiais não melhoraram a performance dos recipientes, mas outros mostraram resultados muito interessantes e permitiram utilizar recipientes que até então não tinham permitido ferver a água.




Destaca-se a utilidade da cera na recuperação de recipientes com fissuras e que não tenham de ser usados sobre o fogo. O azeite, a banha e a papa de farelo/farinha com água, também funcionaram bastante bem em recipientes menos danificados mas cujas superfícies ficavam húmidas devido à porosidade excessiva, o que dificultava a ebulição.
Por brincadeira e curiosidade, perto do final da sessão preparou-se uma pequenina “refeição” composta por uma perna de coelho, favas e alho, cozida com sal num dos recipientes, e uma mistura de papas de farinha integral e água, cozida em outro. Quem provou diz que o coelho estava bastante bom, mas as papas… bom, eram papas de farinha! Além disso, e provavelmente devido à inspiração de dia 24, nesta actividade contámos outra vez com um bolo de chocolate fantástico! Desta vez foi feito e oferecido por uma das alunas participantes. Um bem-haja à Carla, e, evidentemente, à Eunice, que deu o mote!



Por fim, tal como nas actividades anteriores, os recipientes foram quebrados, para se poder observar os efeitos das três sessões experimentais nas fracturas dos recipientes, sobretudo no que dizia respeito às evidências de modelação e à cor.


A equipa do Projecto Outeiro do Circo gostava de agradecer o empenho da Doutora Raquel Vilaça, a presença de todos os participantes, e ainda o apoio das instituições envolvidas, como a AAA (Associação Arqueológica do Algarve) que financiou a actividade, o Instituto de Arqueologia, o CEMUC e o CEAUCP. Só com estes apoios foi possível realizar estas actividades com tranquilidade. Agradece-se ainda à Misericórdia de Coimbra a cedência do Campo de Jogos para fazer as fogueiras e ao Led&Mat do IPN em Coimbra pelo empréstimo dos termopares utilizados na sessão 2. 






domingo, 7 de junho de 2015

Oficinas de Arqueologia Experimental em Arouca - Sessão 2 - 16 de Maio

Apesar do atraso deixamos aqui o registo da segunda sessão das oficinas de arqueologia experimental realizadas em Arouca no dia 16 de Maio.
Depois de uma primeira sessão onde os participantes puderam experimentar a sua criatividade na modelação de peças foi a vez se verificar se estas passariam o teste da cozedura.

Após se verificar o estado das peças, após uma semana de secagem, houve lugar a mais uma sessão teórica que incluiu a visualização de vídeos de edições anteriores para que os participantes pudessem ter contacto com os pormenores da atividade a realizar.

Enquanto decorriam os trabalhos preparatórios do terreno onde se iriam fazer as fogueiras para a cozedura das peças, alguns participantes aproveitaram para fazer novas experiências, nomeadamente a nível das técnicas decorativas e de polimento ou brunimento.

Durante a pré cozedura, indispensável para garantir maior sucesso durante a cozedura, o Museu Municipal de Arouca brindou os participantes com uma visita guiada às coleções de etnografia, arqueologia e geologia

Aproveitando o tempo necessário para colocar os materiais nas duas fogueiras, alguns participantes resolveram mais uma vez tomar a iniciativa de testar a sua criatividade, nomeadamente através de alguns ensaios de pintura sobre as cerâmicas.

No terreno anexo ao Museu Municipal de Arouca, e após assegurar todas as medidas de segurança necessárias, iniciou-se a cozedura das peças cerâmicas em duas experiências distintas, uma em fogueira aberta e outra em soenga.


Foi com natural expetativa que se aguardou para observar o resultado final da cozedura, mas enquanto tal não acontecia os participantes tiveram oportunidade para partir à descoberta do centro histórico de Arouca, com destaque para o seu famoso Mosteiro. Apesar de algumas peças não terem permanecido intactas após a cozedura, muitas houve que passaram no teste com distinção para agrado dos respetivos "oleiros/as".

A última ação desta iniciativa passou pela lavagem e observação das peças, aspeto importante para corrigir erros em futuras sessões.
Resta-nos agradecer o empenho de todos os que participaram em mais esta edição do faCta e às entidades que possibilitaram o sucesso da iniciativa, nomeadamente à Câmara Municipal de Arouca, Museu Municipal de Arouca, Associação Geoparque Arouca, o projeto ARQ4ALL e à empresa Palimpsesto.

Recordamos que o faCta consiste na realização de oficinas de arqueologia experimental sobre cerâmica pré e proto-histórica, sendo um projeto autónomo decorrente da investigação científica realizada no âmbito do Projeto Outeiro do Circo.
Os interessados na realização destas oficinas deverão entrar em contacto para: miguelserra@palimpsesto.pt