sábado, 10 de outubro de 2026

Novo artigo!

Acaba de ser publicado o número 13 da La Descommunal - Revista Iberoamericana de Patrimonio y Comunidad, editada pela La Underground Colectiva, que conta com uma colaboração do Projeto Outeiro do Circo através do artigo "Apropriação, Arte, Criatividade. Do Projeto Arqueológico Outeiro do Circo (Beja, Portugal) para a(s) comunidade(s)". 

Este trabalho foi apresentado no XII Congreso Internacional de Socialización del Patrimonio en Medio Rural, que decorreu em Ourense (Galiza), em 2024, do qual resultou o presente volume.

Resumo:

Pode uma cerâmica ser “transformada” em chocolate?! Pode o vento servir para criar música?! Pode uma lenda esquecida dar vida a um sítio abandonado?! O Projeto Arqueológico do Outeiro do Circo (Beja, Portugal) desenvolve ações de investigação desde 2008 no povoado da Idade do Bronze Final com o mesmo nome, situado numa pequena colina rodeada pela planície alentejana. A par e passo da componente de investigação desenvolve-se um vasto programa de Educação Patrimonial, que tem procurado atuar junto das comunidades mais próximas, mas também de públicos muito distintos. Um dos grandes objetivos que se pretendeu alcançar com a dinâmica de sociabilização do património passou por dotar as comunidades locais de autonomia para usufruírem do conhecimento produzido sobre o sítio arqueológico. Assim, ao longo dos anos sucederam-se formas de apropriação dos conteúdos disponibilizados para criação de novas formas de expressão ou de utilização do sítio arqueológico, seja através de criação artística ou mesmo da conceção de novos produtos ou outras formas de olhar criativas. Pretende-se apresentar uma síntese das atividades de divulgação dirigidas para as diferentes comunidades que têm usufruído do Outeiro do Circo e mostrar alguns exemplos de como vários agentes têm desenvolvido as suas próprias ações inspiradas no sítio arqueológico. De como uma simples peça cerâmica decorada serve de motivação para a criação de um chocolate por parte de uma empresa local, ou de como o vento que varre o topo da colina onde viveram as comunidades de há 3000 anos serve para criar um projeto musical, ou ainda de como um sítio arqueológico que até há cerca de 15 anos permanecia esquecido é agora palco de uma prova desportiva que se apropriou do seu nome e leva centenas de atletas a percorrerem o mesmo território das gentes da Idade do Bronze.


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