Foto "Diferenças...Alentejo" pela lente do nosso amigo Francisco Santos
domingo, 14 de abril de 2019
O Outeiro do Circo na nova paisagem rural alentejana
Novos olivais intensivos à sombra do Outeiro do Circo...
quinta-feira, 11 de abril de 2019
Resumo da comunicação do Projecto Outeiro do Circo nas jornadas "Fazer com Tod@s", 26 e 27 de Abril, Foz Côa
Apresenta-se o resumo da comunicação que o Projecto Outeiro do Circo irá apresentar nas Jornadas de Arqueologia e Museologia Comunitárias "Fazer com Tod@s", no dia 26 de Abril no Auditório do Museu do Côa. A apresentação, que ficará a cargo de Eduardo Porfírio, estará integrada na sessão de Arqueologia Pública e Comunitária.
O Xaroco e o Projecto Outeiro do Circo. O vento
como metáfora da divulgação junto da comunidade local.
Eduardo Porfírio
Projecto Outeiro
do Circo; Palimpsesto, Lda. Mail: eporfirio@gmail.com
Miguel Serra
Projeto Outeiro do
Circo; Câmara Municipal de Serpa. Mail: mserra@cm-serpa.pt
Resumo
Para além das numerosas pessoas e
entidades que têm colaborado com o Projecto Outeiro do Circo desde o seu início,
quer presencialmente, quer através do seu apoio, existe um outro elemento que
desde o primeiro dia dos trabalhos de campo se caracterizou pela sua omnipresença.
Não contávamos com ele, apesar de pré-anunciado pela toponímia constante na
Carta Militar que registava um “Olival de Corta Ventos” ou a existência do
“Moinho do Mira” no topo da elevação que limita a visibilidade do Outeiro do
Circo para Noroeste.
Não sabemos se o vento da
actualidade manteve as suas características principais ao longo dos dois
milénios que nos separam temporalmente dos habitantes do Outeiro do Circo.
Certamente que muita coisa terá mudado durante este extenso período temporal. Mas
temos como certo que o vento percorre longas distâncias, colocando em contacto
regiões muito diversas, influindo inclusivé nos micro-climas locais. O vento
constituiu-se assim numa metáfora que simboliza quer o próprio Outeiro do
Circo, quer a divulgação do conhecimento científico efectuada pelo projecto,
pois ele, é também um elemento que intervém na transmissão de mensagens.
Muito naturalmente, o Xaroco, tal
como é conhecido no Alentejo o vento que sopra do Levante, converteu-se no leitmotiv
de um projecto que nascendo do interesse de Andrea Mendoza pelo Outeiro do
Circo, acabou por extravasar as fronteiras geográficas e culturais dos Barros
de Beja. O Xaroco pretende divulgar junto de um público mais alargado quer a própria
actividade arqueológica, quer o património cultural local e regional,
considerado nas suas mais diversas acepções, tendo como pano de fundo alguns
dos dilemas sociais e humanos que se colocam à Europa na actualidade.
Resenha biográfica
- Eduardo Porfírio, Arqueólogo,
Licenciado em História, variante de Arqueologia pela Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra, Mestrando em Arqueologia e Território na Faculdade de
Letras da Universidade de Coimbra. Sócio fundador e gerente da Palimpsesto
– Estudo e Preservação do Património Cultural Lda. Investigador colaborador do
Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património/Universidade
de Coimbra (CEAACP/FCT/UC). Responsável científico pelos projectos de
investigação “A Transição Bronze Final / I Idade do Ferro no Sul de Portugal. O
Caso do Outeiro do Circo” – PNTA 2008-2013 e “O povoado do Bronze Final do
Outeiro do Circo (Beja)” – PIPA 2014-2017.
- Miguel Serra, Arqueólogo,
Licenciado em História, variante de Arqueologia pela Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra, Mestrando em Arqueologia e Território na Faculdade de
Letras da Universidade de Coimbra. Técnico Superior na Divisão de Cultura
e Património da Câmara Municipal de Serpa. Investigador colaborador do Centro
de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património/Universidade de
Coimbra (CEAACP/FCT/UC). Responsável científico pelos projectos de investigação
“A Transição Bronze Final / I Idade do Ferro no Sul de Portugal. O Caso do
Outeiro do Circo” – PNTA 2008-2013 e “O povoado do Bronze Final do Outeiro do
Circo (Beja)” – PIPA 2014-2017.
Programa completo AQUI
segunda-feira, 25 de março de 2019
"Fazer com Tod@s - Jornadas Arqueologia, Museus e Comunidade(s) - programa preliminar
Apresenta-se o programa preliminar das jornadas internacionais "Fazer com Tod@s - Jornadas Arqueologia, Museus, Comunidade(s)", que terão lugar no Museu do Côa, Vila Nova de Foz Côa nos dias 26 e 27 de Abril.
O Projecto Outeiro do Circo estará presente no Painel I, no dia 26 de Abril, dedicado à Arqueologia Pública e Comunitária, com a comunicação "O Xaroco e o Projecto Outeiro do Circo. O vento como metáfora da divulgação junto da comunidade local", a cargo de Eduardo Porfírio e Miguel Serra.
quarta-feira, 20 de março de 2019
Fragmento de cerâmica decorada com Ornatos Brunidos
Fragmento de bojo de cerâmica, com decoração em ornatos brunidos - Outeiro do Circo (Beja), campanha de 2011.
As decorações de Ornatos Brunidos do Outeiro do Circo exibem padrões em ziguezague, como a peça na imagem, em traços paralelos e em traços convergentes, para além das combinações entre estes padrões.
No total foram recolhidos mais de 50 fragmentos com decoração em Ornatos Brunidos.
No total foram recolhidos mais de 50 fragmentos com decoração em Ornatos Brunidos.
Publicado em:
domingo, 10 de março de 2019
Projecto Outeiro do Circo presente em Jornadas internacionais
O Projecto Outeiro do Circo irá participar nas Jornadas internacionais "Fazer com tod@s - Arqueologia, Museus e Comunidade(s), que irão decorrer nos dias 26 e 27 de Abril no Auditório do Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa.
Este encontro procura congregar investigadores e instituições que desenvolvem projectos de Arqueologia e Museologia Comunitárias, promovendo o debate entre especialistas e comunidades para pensar a Arqueologia e a Museologia através de uma abordagem co-criativa que dê voz e seja receptiva às necessidades das comunidades locais.
Miguel Serra, coordenador do Projecto Outeiro do Circo integra a comissão organizadora destas jornadas, e conjuntamente com Eduardo Porfírio, co-responsável científico do projecto irão apresentar a conferência "O Xaroco e o Projecto Outeiro do Circo. O vento como metáfora da divulgação junto da comunidade local", durante o primeiro dia de trabalhos, na sessão de Arqueologia Pública e Comunitária.
A organização destas jornadas é da responsabilidade da associação RIBACVDANA, da CCDR Centro, Fundação Côa Parque e das Câmaras Municipais de Serpa e do Fundão.
Brevemente será disponibilizado o programa completo.
domingo, 3 de março de 2019
"Ficha de jogo" cerâmica decorada com Ornatos Brunidos
"Ficha de jogo" em cerâmica, com decoração em ornatos brunidos - Outeiro do Circo (Beja), campanha de 2011.
Trata-se da única ficha decorada entre as cerca de duas dezenas recolhidas nas campanhas de escavação entre 2008 e 2013 no Outeiro do Circo.
Publicado em:
Foto de Ana Osório
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
Texto de Luís Raposo sobre "memórias" do Outeiro do Circo
Com a devida autorização do autor partilhamos neste espaço um texto de Luís Raposo sobre algumas memórias afectivas que o ligam ao Outeiro do Circo.
Luís Raposo
Raízes alentejanas (2): alguma arqueologia*
.
Nas minhas férias em Beringel uma das coisas que me dava mais prazer era ouvir estórias de velhos tempos e dos vestígios que deles ainda existissem – e ninguém mas regateada, dada a fama que já tinha de aficionado das pedras antigas. Depois lá ia eu, a pé ou à boleia de carroça, à procura desses vestígios. Duas das estórias escutadas, conduziram-me a dois sítios arqueológicos. Um esqueci depressa: um poço ou forno que ainda hoje penso ter sido islâmico, junto à estrada para Ferreira, por detrás de uma antiga casa de cantoneiros que creio já ter sido demolida. Outro acompanhou-me durante mais tempo: o povoado do Outeiro do Circo, em Mombeja. Por lá andei durante dois ou três verões. Depois, procurando sobre Beringel e seu termo nos Arquivo Paroquiais, acreditei na minha insensatez juvenil ter feito “descoberta sensacional”: a referência à importância das muralhas do local e ao próprio significado do topónimo ”circo”. Afinal, verifiquei depois que não havia descoberta nenhuma, porque já Mestre Leite de Vasconcelos o tinha visto e até publicado em “O Arqueólogo Português”. Guardei os cacos, mas não esqueci completamente o lugar.
Nas minhas férias em Beringel uma das coisas que me dava mais prazer era ouvir estórias de velhos tempos e dos vestígios que deles ainda existissem – e ninguém mas regateada, dada a fama que já tinha de aficionado das pedras antigas. Depois lá ia eu, a pé ou à boleia de carroça, à procura desses vestígios. Duas das estórias escutadas, conduziram-me a dois sítios arqueológicos. Um esqueci depressa: um poço ou forno que ainda hoje penso ter sido islâmico, junto à estrada para Ferreira, por detrás de uma antiga casa de cantoneiros que creio já ter sido demolida. Outro acompanhou-me durante mais tempo: o povoado do Outeiro do Circo, em Mombeja. Por lá andei durante dois ou três verões. Depois, procurando sobre Beringel e seu termo nos Arquivo Paroquiais, acreditei na minha insensatez juvenil ter feito “descoberta sensacional”: a referência à importância das muralhas do local e ao próprio significado do topónimo ”circo”. Afinal, verifiquei depois que não havia descoberta nenhuma, porque já Mestre Leite de Vasconcelos o tinha visto e até publicado em “O Arqueólogo Português”. Guardei os cacos, mas não esqueci completamente o lugar.
Quando, estando já na Faculdade e direccionado para o Paleolítico, aceitei o desafio e o bom acolhimento em sua casa do António Monge Soares para “fazer prospecções” na Serra de Ficalho e no Chança, às vezes com cenas divertidas que também valerá a pena recordar um destes dias, falei-lhe do Outeiro do Circo… e lá lho fui mostrar. Recolhemos mais cacos, claro. Juntei-os aos que já tinha e entreguei tudo ao Rui Parreira, por ser entre a minha roda de amigos aquele que julgava estar mais vocacionado para os estudar (como realmente veio a fazer, com artigo publicado no "Arquivo de Beja"). Esta estória foi contada mais recentemente por eles os dois, conforme entrevista incluída no blogue do excelente Projecto do Outeiro do Circo, onde se junta de forma exemplar investigação e envolvimento comunitário, e que tem realmente revelado algo que jamais pensaria ali existir: um verdadeiro povoado central do final da Idade do Bronze e inícios da Idade do Ferro – e nem sei bem se já o incorporámos plenamente nos nossos modelos de intelecção desses períodos no Sul de Portugal.
E porque falo do Outeiro do Circo, mais a mais sem fotos antigas, não posso deixar de lembrar nova ida ao local, já “noutra encarnação”, em Julho de 2012, com o Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia: uma jornada magnífica de confraternização com os colegas, a presidente da Junta e as cantadeiras de Mombeja, orgulhosas do seu Coral Feminino.
*Post (texto e fotos) publicado no perfil de Facebook de Luís Raposo






terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
Cadinho com vestígios de ouro
Fragmento de cadinho em cerâmica com vestígios de ouro - Outeiro do Circo (Beja), campanha de 2011.
Publicado em: Valério, P., Soares, A. M., Araújo, F., Silva, R., Porfírio, E. e Serra, M.. (2013), Estudo de Metais e vestígios de produção do povoado fortificado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja). Arqueologia em Portugal 150 anos - Actas do I Congresso da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Lisboa, pp. 609-615
Publicado em: Valério, P., Soares, A. M., Araújo, F., Silva, R., Porfírio, E. e Serra, M.. (2013), Estudo de Metais e vestígios de produção do povoado fortificado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja). Arqueologia em Portugal 150 anos - Actas do I Congresso da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Lisboa, pp. 609-615
Foto: Ana Osório
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Projecto Outeiro do Circo colabora com Museu Municipal de Arqueologia de Aljustrel
Os responsáveis pelo Projecto Outeiro do Circo foram convidados pela Câmara Municipal de Aljustrel/Museu Municipal de Arqueologia de Aljustrel para desenvolverem o estudo científico da Estela da Carniceira.
Trata-se de uma estela funerária com cerca de 3500 anos que foi descoberta em 2003, por um trabalhador agrícola, na freguesia de São João de Negrilhos em Aljustrel, e que foi alvo de um longo processo de recuperação por parte do estado após um processo judicial contra um arqueólogo que a detinha indevidamente.
A Estela da Carniceira foi apresentada publicamente em Janeiro de 2019 no Museu Municipal de Arqueologia de Aljustrel, após a assinatura de um contrato de depósito com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo.
Esta peça integra-se nas designadas "Estelas de Tipo Alentejano", por ser nesta região que se encontrou a maioria dos cerca de 30 exemplares conhecidos até à data, que durante a Idade do Bronze do Sudoeste teriam utilização funerária, assinalando sepulturas de indivíduos destacados nas comunidades desta época.
Habitualmente ostentam diversos tipos de objectos importantes como espadas, machados, alabardas, arcos ou um enigmático artefacto conhecido como "ancoriforme".
A equipa do Projecto Outeiro do Circo irá estudar esta estela conjuntamente com os responsáveis pelo Museu Municipal de Arqueologia de Aljustrel com vista à sua publicação científica, tendo sido já realizados trabalhos de documentação gráfica no passado dia 16 de Fevereiro.
O estudo é dirigido por Miguel Serra e Eduardo Porfírio, coordenadores do Projecto Outeiro do Circo, por Artur Martins, responsável pelo Museu Municipal de Arqueologia de Aljustrel e contou com o apoio de Augusto Aveleira, colaborador do Projecto Outeiro do Circo.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
Projecto Outeiro do Circo no Diário do Alentejo
Entrevista do Diário do Alentejo a Miguel Serra, arqueólogo responsável pelo Projecto Outeiro do Circo.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Artigo sobre Educação Patrimonial no Outeiro do Circo disponível online
Encontra-se finalmente disponível online o artigo "Projecto Outeiro do Circo. Da Arqueologia para a Educação Patrimonial", da autoria de Miguel Serra, que foi publicado em 2017 na revista da Casa do Alentejo.
O artigo de divulgação encontra-se disponível no perfil do Projecto Outeiro do Circo em academia.edu e na página de bibliografia deste blogue.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
10 anos de publicações do Projecto Outeiro do Circo 2008-2018
O Projecto Outeiro do Circo celebrou 10 anos em 2018!

A não continuidade deste projecto em 2018 levou a que não se reunissem as condições para assinalar condignamente essa data, através da realização de um colóquio sobre a investigação realizada no Outeiro do Circo ao longo desses 10 anos, como era intenção dos seus responsáveis científicos.
Um balanço mais exaustivo será feito em breve neste blogue e faremos nova tentativa de assinalar o percurso de investigação sobre o sítio, através de um encontro científico a propor para o final de 2019.
De momento, deixamos aqui apenas a lembrança daquele que foi o primeiro artigo publicado sobre o Outeiro do Circo no âmbito deste Projecto, e que foi apresentado sobre a forma de poster no III Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, celebrado em Aljustrel entre 26 e 28 de Outubro de 2006. O trabalho, intitulado "O Bronze Final no Sul de Portugal. Um ponto de partida para o estudo do povoado do Outeiro do Circo" e assinado por Miguel Serra, Eduardo Porfírio e Rafael Ortiz, seria dado à estampa em formato digital na publicação das respectivas actas na revista VIPASCA, com data de 2007, mas só publicado em 2008. Este trabalho apresenta os dados de um primeiro projecto para o Outeiro do Circo, aprovado em 2001 sem financiamentos ou outros apoios, que possibilitou a realização de prospecções arqueológicas e trabalhos de fotointerpretação, que haveriam de ser o "ponto de partida" para o projecto que se viria a iniciar em 2008.
Desde essa altura foram publicados 25 artigos relacionados com as actividades deste projecto, desde a apresentação de resultados preliminares, estudos de materiais, acções de educação patrimonial, artigos de opinião, para além de uma tese de mestrado, entre outros, que espelham a diversidade de iniciativas levadas a cabo ao longo destes 10 anos. Todas as publicações estão disponíveis na página de Bibliografia deste blogue.
Aqui fica o link para quem quiser relembrar a leitura: O Bronze Final no Sul de Portugal. Um ponto de partida para o estudo do povoado do Outeiro do Circo.
E também o primeiro post colocado neste blogue em Agosto de 2008 a dar conta do projecto que iria ter início: A transição Bronze Final/I Idade do Ferro no Sul de Portugal. O caso do Outeiro do Circo.
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Outeiro do Circo - Beja em imagens
Algumas fotos da paisagem envolvente ao Outeiro do Circo em 2011.
Retirados de: Beja em imagens.
Autoria e cortesia: Rui Eugénio
Do sítio arqueológico do Outeiro do Circo com vista para Beringel, Trigaches e barragem do Pisão.
Retirados de: Beja em imagens.
Autoria e cortesia: Rui Eugénio
Do sítio arqueológico do Outeiro do Circo com vista para Beringel, Trigaches e barragem do Pisão.
Vista para Beja desde o sítio arqueológico do Outeiro do Circo.
Perto do Monte do Circo, Mombeja.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Arquivo de imprensa 2018
Arquivo de imprensa de 2018 sobre o Projecto Outeiro do Circo.

Aprovação de novo projecto
Arqueologia em comunidade
Xaroco em Mombeja
Entrega de novo projecto
Estreia do documentário Xaroco
Balanço do projecto 2014-2017
Rejeição de projecto pela CM Beja
Entrega de novo projecto
Decisão sobre novo projecto

Aprovação de novo projecto
Arqueologia em comunidade
Xaroco em Mombeja
Entrega de novo projecto
Estreia do documentário Xaroco
Balanço do projecto 2014-2017
Rejeição de projecto pela CM Beja
Entrega de novo projecto
Decisão sobre novo projecto
domingo, 30 de dezembro de 2018
Balanço 2018
O balanço de 2018 do Projecto Outeiro do Circo fica irremediavelmente marcado pela não aprovação da proposta de um novo projecto apresentado à Câmara Municipal de Beja, que se iniciaria no Verão do ano que agora finda, o que condicionou bastante a programação de actividades a desenvolver ao longo do ano.
A reformulação e apresentação de nova proposta ao município, entregue para análise em Julho, viria a merecer desta vez a aprovação, que foi anunciada mesmo sobre o final do ano e que deixa expectativas de um 2019 mais preenchido em termos de iniciativas relativas a este projecto que retomará o curso de investigação em Agosto próximo.
Apesar das dificuldades de manutenção de actividades relacionadas com a investigação produzida no Projecto Outeiro do Circo procurou-se ao longo de 2018 manter a dinâmica de anos anteriores, com maior foco em iniciativas de divulgação generalista e científicas.
Assim, destaca-se a disponibilização de 5 novos artigos, incluindo o resumo da campanha de 2016, publicado no número 21 da revista Al madan em 2017, mas só acessível para download em 2018, a publicação de um texto de divulgação no site patrimonio.pt, dedicado ao tema da Educação Patrimonial desenvolvida no Outeiro do Circo, o artigo "A Idade do Bronze pelas planícies de Ferreira do Alentejo", publicado no livro "Ferreira 5000 anos de História", a convite da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo e cujo lançamento ocorreu no dia 25 de Abril, um trabalho sobre a presença de materiais calcolíticos no Outeiro do Circo, integrado nas Actas do VIII Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, apresentadas em Serpa no dia 29 de Setembro e um artigo de balanço e análise de uma Mesa Redonda onde o Projecto Outeiro do Circo esteve presente sob o tema da Arqueologia Comunitária, também publicado na Al madan, no número 22, tomo 2 da edição online desta revista.
Foi assim concretizado o objectivo de manter uma regularidade de publicações ao longo do ano.
Em relação à presença em conferências foi também possível manter uma certa regularidade e diversidade de participação.
Em Abril decorreu a conferência "Um mundo em mudança. Transformação e diversidade nas sociedades da Idade do Bronze do Sudoeste", incluída no ciclo expositivo "Um novo brilho. A Idade do Bronze" da exposição de longa duração "Sob a terra e as águas - 20 anos de arqueologia entre o Guadiana e o Sado", organizada pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo, EDIA, S.A. e Câmara Municipal de Beja no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, em Beja e que haveria de ser o tema de uma reportagem do Diário do Alentejo intitulada "Beja antes da chegada dos romanos".
Em Julho o Projecto Outeiro do Circo marcou presença no ciclo de conferências organizado pela Projecto Meandro_CVR, na localidade de Vale Venteiro, Tomar, para discutir o tema Arqueologia, Comunidades e Educação Patrimonial.
No dia 1 de Outubro, a convite da Fundação INATEL, proferiu-se, no Hotel Francis em Beja, a conferência "Projecto Outeiro do Circo (Beja). Da investigação arqueológica ao envolvimento comunitário" no âmbito do programa INATEL 55+pt.
O Projecto Outeiro do Circo desenvolveu ainda um programa de actividades no quadro das Jornadas Europeias do Património, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Beja, que tiveram lugar no Hospital da Misericórdia de Beja a 6 de Outubro e que consistiram num conjunto diversificado de acções, iniciadas com uma conferência sobre Arqueologia em Comunidade: do Outeiro do Circo a Mombeja, seguida de debate, jantar comunitário, visionamento de um documentário e que terminaria com a actuação do Grupo Coral de Mombeja.
Também a participação em congressos científicos foi menos frequente que em anos anteriores, mas foi possível apresentar diversos temas relacionados com os trabalhos desenvolvidos no Outeiro do Circo.
A primeira participação em congressos em 2018 decorreu no Fundão, no âmbito da Mesa Redonda "Arqueologia, Museu(s) e Comunidade(s). Arqueologia Comunitária e Museologia Comunitária", a 15 e 16 de Junho , onde se apresentou a comunicação "Conta-me como foi! Educação Patrimonial num projecto arqueológico (...perdido nas terras do interior)".
Seguiu-se a participação no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, entre os dias 9 e 11 de Outubro em Zafra (Espanha) com uma apresentação de síntese sobre os principais resultados dos trabalhos desenvolvidos no Outeiro do Circo entre 2014 e 2017.

Por fim, foi chegada a vez de marcar presença no seminário internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: que tipo de viragem?", que teve lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra nos dias 16 e 17 de Novembro, no qual foi apresentado um poster intitulado "Um lento despertar na planície. Ao longo da Idade do Bronze na região de Beja".
Apesar da ausência de trabalhos de campo em 2018 manteve-se a colaboração com a União de Freguesias de Santa Vitória e Mombeja no âmbito da semana cultural com a realização de uma caminhada temática entre Mombeja e o Outeiro do Circo, que contou com a organização do Grupo Desportivo e Cultural de Mombeja.
Um dos momentos altos do ano terá necessariamente de corresponder à estreia do documentário Xaroco, da realizadora colombiana Andrea Mendoza, rodado e produzido em 2017, que teve a sua estreia no dia 13 de Junho no Cine-Teatro Pax Julia, em Beja e que teria nova sessão em Mombeja a 29 de Setembro, integrada nas comemorações das Jornadas Europeias do Património.
O ano de 2018 seria também dedicado a uma maior atenção ao tratamento de espólio, resultante dos trabalhos do projecto decorrido entre 2014 e 2017, sendo os trabalhos desenvolvidos por Sofia Silva no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa em Braga, com que se estabeleceu um protocolo de cooperação.
Houve ainda lugar a outras acções mais esporádicas, resultantes de diversos contactos, onde cabe destacar a colaboração com a revista National Geographic - Portugal, no âmbito da revisão do artigo "A Idade do Bronze. O despertar da Europa", o lançamento de um vídeo promocional sobre o Projecto Outeiro do Circo, realizado por Mariana Lança, a colaboração na exposição de fotografia de Arte Pré-histórica "In nomine hominis...pro memoria artis", de Dinis Cortes, inaugurada a 23 de Março no Centro UNESCO em Beja ou a participação na sessão de trabalho 2Archis - Plataforma on.line de registo de dados arqueológicos, realizada na Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho a 18 de Abril.
Procurou-se manter também a presença regular e dinâmica nas redes sociais, noticiando todos os acontecimentos referidos neste balanço e muitos outros, para além da manutenção de alguns espaços de divulgação, dedicados quer ao Outeiro do Circo quer à Idade do Bronze do Sudoeste, como sucedeu com as rubricas "Citações" e "A ocupação do território".
Foi o balanço possível de um ano atípico para o Projecto Outeiro do Circo face à não realização de trabalhos de campo em 2018, esperando que 2019 seja um ano marcado por mais actividade, como seguramente ocorrerá com o início de um novo projecto de investigação a partir de Agosto de 2019.
BOM ANO!!!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Novo projecto para o Outeiro do Circo aprovado pela CM Beja
Os responsáveis científicos do
Projecto Arqueológico do Outeiro do Circo anunciam a aprovação da Câmara
Municipal de Beja à proposta de um novo projecto a desenvolver entre 2019 e
2021.
A investigação arqueológica irá
centrar-se na continuação das escavações arqueológicas no interior do povoado
da Idade do Bronze Final do Outeiro do Circo, situado entre Mombeja e Beringel.
As intervenções irão iniciar-se
em Agosto de 2019, numa área próxima à linha de muralha onde foram detectados
vestígios relacionados com a ocupação habitacional deste povoado, com o
objectivo de aumentar o conhecimento sobre o quotidiano das comunidades que
habitaram este local há 3000 anos.
Para
além da componente de investigação, este novo projecto, incorpora um programa
de Educação Patrimonial e de Arqueologia Comunitária mais vasto, com o intuito
de consolidar as dinâmicas alcançadas nestas vertentes.
O projecto será submetido à apreciação da Direcção Geral do Património Cultural no início de 2019 e após a obtenção de todas as autorizações serão aqui divulgados dados mais concretos sobre os objectivos a atingir e a estratégia de investigação a implementar entre 2019 e 2021.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Pré-Actas do Seminário Internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: Que tipo de viragem?"
Já se encontra disponível o livro de Pré-Actas do Seminário Internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: Que tipo de viragem?", que terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra nos dias 16 e 17 de Novembro.
O Projecto Outeiro do Circo participa com um trabalho de Miguel Serra, intitulado "Um lento despertar na planície. Ao longo da Idade do Bronze na região de Beja", sob a forma de poster que também será alvo de apresentação oral no primeiro dia do seminário.
Link para download: Pré-Actas
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Participação do Projecto Outeiro do Circo no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular
O Projecto Outeiro do Circo marcou presença no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste peninsular, realizado nos dias 9, 10 e 11 de Novembro em Zafra (Badajoz).
A comunicação "O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja, Portugal): balanço preliminar do projecto de investigação 2014-2017", da autoria de Miguel Serra e Eduardo Porfírio, coordenadores científicos do projecto, sintetizou os principais resultados obtidos nas campanhas de escavação arqueológica desenvolvidas entre 2014 e 2017 na área interior do povoado.
Estes trabalhos permitiram verificar que o topo do Outeiro do Circo se encontra bastante afectado pela erosão e pela agricultura mecanizada, condicionando bastante a preservação de eventuais estruturas arqueológicas, que nas áreas sondadas, se resumiram à detecção de uma pequena fossa irregular, aberta no substrato geológico, colmatada com materiais cerâmicos do Bronze Final, fauna malacológica e um nível de pedras a selar o topo.
Nas várias sondagens realizadas na zona mais elevada do povoado e apesar da escassa potência estratigráfica, constatou-se a presença de inúmeros materiais cerâmicos e líticos atribuíveis ao Bronze Final, dispersos em camadas muito revolvidas pela prática agrícola, para além de outros materiais, sobretudo cerâmicos, que se inserem em cronologias mais recentes, desde a Idade do Ferro, passando pelo período romano até às épocas medieval e moderna, revelando ocupações mais residuais, durante estes períodos, no topo da elevação.
Duas outras sondagens abertas junto à linha de muralha revelaram uma potência estratigráfica mais profunda e com menor revolvimento, assinalando-se a presença de grande quantidade de materiais da Idade do Bronze, entre os quais alguns metais, como uma argola e uma conta em liga de cobre. Uma destas sondagens também não revelou estruturas conservadas, apesar de apresentar mais de 1,5 m de potência estratigráfica, enquanto que a outra revelou a existência de um alinhamento pétreo envolvido em barro cozido, e que será alvo de nova intervenção em 2019, na expectativa de se confirmar pertencer a uma possível estrutura habitacional.
Para além dos resultados científicos houve ainda espaço para apresentar um breve balanço das iniciativas de sociabilização da arqueologia desenvolvidas no Projecto Outeiro do Circo, através do programa de Educação Patrimonial, das acções de Arqueologia Comunitária e do Plano de Formação para os participantes.
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Projecto Outeiro do Circo presente em seminário internacional
O Projecto Outeiro do Circo vai estar presente no seminário internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: que tipo de viragem", que decorrerá na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra entre os dias 16 e 17 de Novembro.
Este seminário pretende trazer à discussão as importantes transformações sociais ocorridas entre o Calcolítico e a Idade do Bronze que provocaram uma reconfiguração em várias sociedades europeias, e naturalmente também nas peninsulares.
O poster "Um lento despertar na planície. Ao longo da Idade do Bronze na região de Beja", da autoria de Miguel Serra, será apresentado no dia 16 e centra-se na análise da evolução do povoamento nas planícies do Baixo Alentejo ao longo do 2º milénio a.C., e nas grandes mudanças detectadas entre o povoamento do Bronze Pleno até ao Bronze Final.
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