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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Resumo da comunicação do Projecto Outeiro do Circo nas jornadas "Fazer com Tod@s", 26 e 27 de Abril, Foz Côa



Apresenta-se o resumo da comunicação que o Projecto Outeiro do Circo irá apresentar nas Jornadas de Arqueologia e Museologia Comunitárias "Fazer com Tod@s", no dia 26 de Abril no Auditório do Museu do Côa. A apresentação, que ficará a cargo de Eduardo Porfírio, estará integrada na sessão de Arqueologia Pública e Comunitária. 

O Xaroco e o Projecto Outeiro do Circo. O vento como metáfora da divulgação junto da comunidade local.

Eduardo Porfírio
Projecto Outeiro do Circo; Palimpsesto, Lda. Mail: eporfirio@gmail.com
Miguel Serra
Projeto Outeiro do Circo; Câmara Municipal de Serpa. Mail: mserra@cm-serpa.pt

Resumo
Para além das numerosas pessoas e entidades que têm colaborado com o Projecto Outeiro do Circo desde o seu início, quer presencialmente, quer através do seu apoio, existe um outro elemento que desde o primeiro dia dos trabalhos de campo se caracterizou pela sua omnipresença. Não contávamos com ele, apesar de pré-anunciado pela toponímia constante na Carta Militar que registava um “Olival de Corta Ventos” ou a existência do “Moinho do Mira” no topo da elevação que limita a visibilidade do Outeiro do Circo para Noroeste.
Não sabemos se o vento da actualidade manteve as suas características principais ao longo dos dois milénios que nos separam temporalmente dos habitantes do Outeiro do Circo. Certamente que muita coisa terá mudado durante este extenso período temporal. Mas temos como certo que o vento percorre longas distâncias, colocando em contacto regiões muito diversas, influindo inclusivé nos micro-climas locais. O vento constituiu-se assim numa metáfora que simboliza quer o próprio Outeiro do Circo, quer a divulgação do conhecimento científico efectuada pelo projecto, pois ele, é também um elemento que intervém na transmissão de mensagens.
Muito naturalmente, o Xaroco, tal como é conhecido no Alentejo o vento que sopra do Levante, converteu-se no leitmotiv de um projecto que nascendo do interesse de Andrea Mendoza pelo Outeiro do Circo, acabou por extravasar as fronteiras geográficas e culturais dos Barros de Beja. O Xaroco pretende divulgar junto de um público mais alargado quer a própria actividade arqueológica, quer o património cultural local e regional, considerado nas suas mais diversas acepções, tendo como pano de fundo alguns dos dilemas sociais e humanos que se colocam à Europa na actualidade.

Resenha biográfica
- Eduardo Porfírio, Arqueólogo, Licenciado em História, variante de Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Mestrando em Arqueologia e Território na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Sócio fundador e gerente da Palimpsesto – Estudo e Preservação do Património Cultural Lda. Investigador colaborador do Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património/Universidade de Coimbra (CEAACP/FCT/UC). Responsável científico pelos projectos de investigação “A Transição Bronze Final / I Idade do Ferro no Sul de Portugal. O Caso do Outeiro do Circo” – PNTA 2008-2013 e “O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja)” – PIPA 2014-2017.

- Miguel Serra, Arqueólogo, Licenciado em História, variante de Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Mestrando em Arqueologia e Território na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Técnico Superior na Divisão de Cultura e Património da Câmara Municipal de Serpa. Investigador colaborador do Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património/Universidade de Coimbra (CEAACP/FCT/UC). Responsável científico pelos projectos de investigação “A Transição Bronze Final / I Idade do Ferro no Sul de Portugal. O Caso do Outeiro do Circo” – PNTA 2008-2013 e “O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja)” – PIPA 2014-2017.

Programa completo AQUI



segunda-feira, 25 de março de 2019

"Fazer com Tod@s - Jornadas Arqueologia, Museus e Comunidade(s) - programa preliminar

Apresenta-se o programa preliminar das jornadas internacionais "Fazer com Tod@s - Jornadas Arqueologia, Museus, Comunidade(s)", que terão lugar no Museu do Côa, Vila Nova de Foz Côa nos dias 26 e 27 de Abril.
O Projecto Outeiro do Circo estará presente no Painel I, no dia 26 de Abril, dedicado à Arqueologia Pública e Comunitária, com a comunicação "O Xaroco e o Projecto Outeiro do Circo. O vento como metáfora da divulgação junto da comunidade local", a cargo de Eduardo Porfírio e Miguel Serra.

domingo, 10 de março de 2019

Projecto Outeiro do Circo presente em Jornadas internacionais

O Projecto Outeiro do Circo irá participar nas Jornadas internacionais "Fazer com tod@s - Arqueologia, Museus e Comunidade(s), que irão decorrer nos dias 26 e 27 de Abril no Auditório do Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa.
Este encontro procura congregar investigadores e instituições que desenvolvem projectos de Arqueologia e Museologia Comunitárias, promovendo o debate entre especialistas e comunidades para pensar a Arqueologia e a Museologia através de uma abordagem co-criativa que dê voz e seja receptiva às necessidades das comunidades locais. 
Miguel Serra, coordenador do Projecto Outeiro do Circo integra a comissão organizadora destas jornadas, e conjuntamente com Eduardo Porfírio, co-responsável científico do projecto irão apresentar a conferência "O Xaroco e o Projecto Outeiro do Circo. O vento como metáfora da divulgação junto da comunidade local", durante o primeiro dia de trabalhos, na sessão de Arqueologia Pública e Comunitária.
A organização destas jornadas é da responsabilidade da associação RIBACVDANA, da CCDR Centro, Fundação Côa Parque e das Câmaras Municipais de Serpa e do Fundão. 
Brevemente será disponibilizado o programa completo. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Pré-Actas do Seminário Internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: Que tipo de viragem?"

Já se encontra disponível o livro de Pré-Actas do Seminário Internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: Que tipo de viragem?", que terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra nos dias 16 e 17 de Novembro.
O Projecto Outeiro do Circo participa com um trabalho de Miguel Serra, intitulado "Um lento despertar na planície. Ao longo da Idade do Bronze na região de Beja", sob a forma de poster que também será alvo de apresentação oral no primeiro dia do seminário. 

Link para download: Pré-Actas

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Participação do Projecto Outeiro do Circo no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular

O Projecto Outeiro do Circo marcou presença no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste peninsular, realizado nos dias 9, 10 e 11 de Novembro em Zafra (Badajoz).
A comunicação "O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja, Portugal): balanço preliminar do projecto de investigação 2014-2017", da autoria de Miguel Serra e Eduardo Porfírio, coordenadores científicos do projecto, sintetizou os principais resultados obtidos nas campanhas de escavação arqueológica desenvolvidas entre 2014 e 2017 na área interior do povoado.
Estes trabalhos permitiram verificar que o topo do Outeiro do Circo se encontra bastante afectado pela erosão e pela agricultura mecanizada, condicionando bastante a preservação de eventuais estruturas arqueológicas, que nas áreas sondadas, se resumiram à detecção de uma pequena fossa irregular, aberta no substrato geológico, colmatada com materiais cerâmicos do Bronze Final, fauna malacológica e um nível de pedras a selar o topo.
Nas várias sondagens realizadas na zona mais elevada do povoado e apesar da escassa potência estratigráfica, constatou-se a presença de inúmeros materiais cerâmicos e líticos atribuíveis ao Bronze Final, dispersos em camadas muito revolvidas pela prática agrícola, para além de outros materiais, sobretudo cerâmicos, que se inserem em cronologias mais recentes, desde a Idade do Ferro, passando pelo período romano até às épocas medieval e moderna, revelando ocupações mais residuais, durante estes períodos, no topo da elevação.
Duas outras sondagens abertas junto à linha de muralha revelaram uma potência estratigráfica mais profunda e com menor revolvimento, assinalando-se a presença de grande quantidade de materiais da Idade do Bronze, entre os quais alguns metais, como uma argola e uma conta em liga de cobre. Uma destas sondagens também não revelou estruturas conservadas, apesar de apresentar mais de 1,5 m de potência estratigráfica, enquanto que a outra revelou a existência de um alinhamento pétreo envolvido em barro cozido, e que será alvo de nova intervenção em 2019, na expectativa de se confirmar pertencer a uma possível estrutura habitacional.
Para além dos resultados científicos houve ainda espaço para apresentar um breve balanço das iniciativas de sociabilização da arqueologia desenvolvidas no Projecto Outeiro do Circo, através do programa de Educação Patrimonial, das acções de Arqueologia Comunitária e do Plano de Formação para os participantes.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Projecto Outeiro do Circo presente em seminário internacional

O Projecto Outeiro do Circo vai estar presente no seminário internacional "Entre o 3º e o 2º milénio a.C.: que tipo de viragem", que decorrerá na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra entre os dias 16 e 17 de Novembro. 
Este seminário pretende trazer à discussão as importantes transformações sociais ocorridas entre o Calcolítico e a Idade do Bronze que provocaram uma reconfiguração em várias sociedades europeias, e naturalmente também nas peninsulares. 
O poster "Um lento despertar na planície. Ao longo da Idade do Bronze na região de Beja", da autoria de Miguel Serra, será apresentado no dia 16 e centra-se na análise da evolução do povoamento nas planícies do Baixo Alentejo ao longo do 2º milénio a.C., e nas grandes mudanças detectadas entre o povoamento do Bronze Pleno até ao Bronze Final. 


domingo, 21 de outubro de 2018

X Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular


O Projecto Outeiro do Circo vai marcar presença no X Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular que decorrerá em Zafra (Espanha) entre os dias 9 e 11 do próximo mês de Novembro, com a comunicação "O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja, Portugal): balanço preliminar do projecto de investigação 2014-2017", a ser apresentada por Miguel Serra e Eduardo Porfírio.

Aqui fica o resumo da comunicação:

O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja, Portugal): balanço preliminar do projecto de investigação 2014-2017
Miguel Serra
Câmara Municipal de Serpa
mserra@cm-serpa.pt
Eduardo Porfírio
Palimpsesto, Estudo e Preservação do Património, Lda.
eduardoporfirio@palimpsesto.pt

Resumo:
Entre 2014 e 2017 desenrolou-se o projecto de investigação “O povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja)”, que incidiu no estudo da área interna deste povoado fortificado localizado na peneplanície do Baixo Alentejo.
Após um projecto anterior, desenvolvido entre 2008 e 2013, que se centrou no estudo do sistema defensivo, os trabalhos agora apresentados tinham como objectivo a caracterização da área interior do povoado que havia sido até ao momento escassamente abordada, resumindo-se os trabalhos aí efectuados a prospecções de superfície e à abertura de uma sondagem de avaliação.
Assim, o novo projecto incluiu a realização de trabalhos de prospecção geofísica e a abertura de várias sondagens e escavações em área na zona mais elevada do povoado, para avaliar o seu potencial estratigráfico e eventualmente permitir uma melhor caracterização das dinâmicas e fases de ocupação aí observáveis. A escassa potência estratigráfica registada, associada ao intenso revolvimento provocado pela agricultura mecanizada conduziu a parcos resultados em termos de identificação de estruturas, apenas se reconhecendo a existência de uma fossa/silo colmatada com materiais enquadráveis no Bronze Final. No entanto, registaram-se recolhas muito variadas em termos materiais que permitiram reconhecer ocupações ou presenças de cronologias mais recentes, nomeadamente da Idade do Ferro e de Época Romana, às quais faltaram a existência de níveis arqueológicos preservados que permitissem caracterizar melhor estas sequências de utilização do sítio.
Foram ainda intervencionadas duas sondagens junto à muralha que revelaram uma potência estratigráfica muito superior, com maior quantidade de materiais e com alguns indícios de construções que poderão estar relacionadas com estruturas de habitação, mas que a exiguidade das áreas intervencionadas não permitiu clarificar de modo seguro. 

domingo, 17 de junho de 2018

Balanço da Mesa Redonda "Arqueologia, Museu(s) e Comunidade(s)"

O Projecto Outeiro do Circo participou na Mesa Redonda "Arqueologia, Museu(s), Comunidade(s), que decorreu nos dias 15 e 16 de Junho no Fundão, com uma apresentação a cargo de Miguel Serra e Eduardo Porfírio intitulada "Conta-me como foi! Educação Patrimonial num projecto arqueológico (...perdido nas terras do interior)".
Esta iniciativa decorreu num espírito de partilha de experiências e diálogo entre os participantes que possibilitou a criação de novos laços e o compromisso de criação de uma maior união entre entidades que desenvolvem projectos de arqueologia e museologia comunitária e participativa em ambos os lados da fronteira. 
A apresentação do Projecto Outeiro do Circo pretendeu dar a conhecer o Programa de Educação Patrimonial aí desenvolvido desde 2008, centrando-se em aspectos como a inter-relação entre a Arqueologia e a Comunidade, as questões da memória e identidade e a criação de novas relações entre as comunidades e o sítio arqueológico.
Parabéns ao Município do Fundão e à associação RIBACVDANA pela escolha da temática, pela excelente organização e pela magnifica recepção com que brindaram os participantes. 



Foto de RIBACVDANA.

Foto de Miguel Serra.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Projecto Outeiro do Circo na Mesa Redonda "Arqueologia, Museu(s) e Comunidade(s)"

O Projecto Outeiro do Circo irá participar na Mesa Redonda "Arqueologia, Museu(s) e Comunidade(s)", onde se irão debater temas centrados na Arqueologia e Museologia Comunitárias e que decorrerá nos próximos dias 15 e 16 de Junho no Fundão e Barroca do Zêzere, numa organização conjunta do Museu Arqueológico Municipal José Alves Monteiro - Município do Fundão e da associação RIBACVDANA.
A participação nesta iniciativa ficará a cargo de Miguel Serra e Eduardo Porfírio, coordenadores científicos do projecto, com uma apresentação intitulada "Conta-me como foi! Educação Patrimonial num projecto arqueológico (...perdido nas terras do interior)", que terá lugar no dia 15 de Junho integrada na sessão "Arqueologia, Museus, Território e Comunidades".


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Projecto Outeiro do Circo participa em colóquio internacional

O Projecto Outeiro do Circo vai estar presente no congresso internacional "Fortifications of the Metal Ages in Europe: Defensive, Symbolic and Territorial Aspects", a ter lugar entre 10 e 12 de Novembro em Guimarães, numa organização da UISPP - Comissão Científica "Metal Ages in Europe" e da Sociedade Martins Sarmento.
A conferência "Uma muralha no meio da planície. Análise poliorcética, técnica e simbólica da muralha do povoado fortificado do bronze Final do Outeiro do Circo (Beja, Portugal)", da autoria de Miguel Serra e Eduardo Porfírio será integrada na sessão dedicada à Idade do Bronze, no dia 10, e que inclui temas de diversos países, nomeadamente de Itália, Roménia, Alemanha, França e Portugal.


Resumo: A construção da muralha do povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja, Portugal) é reveladora da capacidade organizativa das comunidades deste período e pressupõe um vasto trabalho coletivo só possível numa sociedade devidamente hierarquizada.

Situado numa colina alongada de baixa altitude, o Outeiro do Circo destaca-se claramente na monotonia da planície circundante. A sua extensa muralha, com cerca de 2 km lineares, constituiria uma autêntica barreira de pedra e madeira, observável a grande distância, servindo como elemento afirmativo da soberania sobre o território e de dissuasão perante eventuais inimigos.

Os trabalhos arqueológicos realizados desde 2008 demonstram o investimento colocado na sua edificação, pois até ao momento os vestígios identificados no interior do povoado resumem-se a estruturas negativas. É de assinalar a inexistência de construções com características mais permanentes que de algum modo pudessem dar continuidade à monumentalidade colocada na construção da muralha. Esta monumentalização pétrea da colina prolongou-se para além da ocupação antiga do Outeiro do Circo, resistindo até à atualidade, como facilmente se comprova pelos vastos taludes arborizados que ainda se observam no local.

Pretende-se com este trabalho analisar o fenómeno da construção de muralhas complexas no Bronze Final do Sudoeste, partindo do exemplo do Outeiro do Circo onde a conjugação de diversos tipos de trabalhos desde a fotointerpretação, a geofísica, a prospeção e escavação arqueológica, entre outros, nos permitem tentar uma abordagem integrada para validar aspetos ligados ao simbolismo desta construção, nomeadamente no esforço despendido na sua construção e na sua relação com a paisagem envolvente, mas também nos aspetos técnicos que permitem vislumbrar soluções pragmáticas para vencer constrangimentos específicos ou na análise poliorcética que nos possibilita a verificação da eficácia defensiva desta estrutura.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

Resultados Zooarqueológicos do Outeiro do Circo apresentados em congresso internacional

Decorre desde dia 26 de Abril e até dia 29 o congresso "Iberian Zooarchaeology Meeting 2017" na Universidade do Algarve em Faro.
O Projecto Outeiro do Circo está presente com um poster intitulado "Faunal remains from Outeiro do Circo (Mombeja): preliminary study", da autoria de Íris Dias, Eduardo Porfírio, Miguel Serra e Cleia Detry.
Apresentam-se os primeiros resultados da investigação zooarqueológica desenvolvida por Íris Dias, estudante de mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sob orientação de Cleia Detry, investigadora da UNIARQ.
Os dados obtidos no Outeiro do Circo revelam uma presença largamente maioritária de animais domésticos, com destaque para os ovinos/caprinos, mas também bovinos e suínos, e alguns elementos de veado, reveladores de uma presença complementar da caça numa comunidade perfeitamente sedentarizada.
Mais residuais são os vestígios de canídeos e equinos e um único exemplar de lebre.
Aqui fica o poster com os resultados integrais obtidos que serão publicados em breve.



quinta-feira, 28 de abril de 2016

III Congresso Internacional sobre Arqueologia de Transição - Balanço

A participação do Projecto Outeiro do Circo no "III Congresso Internacional sobre Arqueologia de Transição - Estratégias de povoamento" centrou-se na apresentação de uma comunicação de síntese sobre a evolução do povoamento ao longo da Idade do Bronze na região de Beja. Esta região sofreu uma profunda mutação nos últimos 10 anos, fruto das inúmeras intervenções arqueológicas integradas em grandes obras públicas, que revelaram realidades da Idade do Bronze até então desconhecidas e que permitem traçar um novo cenário acerca das estratégias de ocupação do território entre o Bronze Pleno e Final.
O trabalho agora apresentado será brevemente publicado nas actas do congresso de que daremos conhecimento neste espaço.
Povoado do Pé do Castelo, Trindade (foto de Francisco Santos)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

III Congresso Internacional sobre Arqueologia de Transição - Estratégias de povoamento. Évora, 28 a 30 de Abril


O Projecto Outeiro do Circo irá estar presente no III Congresso Internacional sobre Arqueologia de Transição dedicado ao tema “Estratégias de Povoamento” e que decorrerá entre os dias 28 e 30 de Abril na Universidade de Évora.
Será apresentada a comunicação intitulada “Estratégias de Povoamento entre o Bronze Pleno e Final na região de Beja”, a cargo de Miguel Serra e Eduardo Porfírio.

Resumo
A região de Beja foi cenário de inúmeros trabalhos arqueológicos nos últimos 10 anos que têm revolucionado o nosso conhecimento sobre as formas de ocupação deste território durante a pré-história recente.
Os novos dados, maioritariamente oriundos da “arqueologia preventiva”, permitem traçar um cenário mais complexo sobre o povoamento entre o Bronze Pleno e o Bronze Final.

O Bronze Pleno é marcado por ocupações de planície sem preocupações defensivas localizadas em zonas de grande potencial agrícola nas proximidades de cursos de água secundários. No Bronze Final evidencia-se uma hierarquização assente na variabilidade, surgindo povoados fortificados em altura, outros localizados em zonas de controlo de vias fluviais, com ou sem muralhas, e alguns povoados de planície que mantêm as mesmas caraterísticas do período anterior. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Congresso Internacional RESCATE - Balanço

O Projecto Outeiro do Circo participou na semana transacta no congresso internacional RESCATE em Córdoba (Espanha) onde teve a oportunidade de apresentar um poster dedicado ao programa de Educação Patrimonial levado a cabo desde 2008 no âmbito das escavações arqueológicas desenvolvidas no povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo.
Este encontro que se centrou essencialmente no debate sobre a sustentabilidade e promoção do património arqueológico terá um volume monográfico a ser publicado até final do ano e que seguramente contará com o contributo do Projecto Outeiro do Circo entre as muitas experiências apresentadas.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Congresso Internacional RESCATE - Córdoba/Puente Genil, Espanha

O Projecto Outeiro do Circo irá participar no Congresso Internacional RESCATE - Del registro estratigráfico a la sociedad del conocimiento: el patrimonio arqueológico como agente de desarrollo sostenible (Ciudad y Territorio), que vai decorrer em Córdoba e Puente Genil (Espanha) entre os dias 11 e 14 de Abril.
Trata-se de um congresso centrado em aspectos ligados à dinamização económica e cultural do conhecimento produzido pela investigação arqueológica abordando formas inovadoras e imaginativas de sustentabilidade do património arqueológico. Pretende-se discutir ao longo destes dias as formas de transformar a arqueologia num motor de conhecimento, de crescimento económico e de criação de emprego.
Serão abordadas temáticas como Arqueologia e Profissão; Comunicação e Divulgação Científica; Investigação e Didáctica; Museus e Espaços Patrimoniais; Novas Tecnologias; Sociedade e Industria Cultural.
O Projeto Outeiro do Circo irá apresentar um poster intitulado "Experimentar Arqueologia! O programa de educação patrimonial do Projeto Outeiro do Circo (Beja, Portugal)", da autoria de Miguel Serra e Eduardo Porfírio, onde será dado destaque à promoção de iniciativas de envolvimento comunitário na investigação arqueológica realizada neste povoado do Bronze Final da região de Beja, sobretudo direccionadas para jovens em férias.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

II Congresso Oleiros do Sul - Balanço

O Projecto Outeiro do Circo esteve presente da 2ª edição do Congresso Oleiros do Sul que decorreu em Beringel (Beja) no dia 1 de Abril, iniciativa integrada no festival Sabores do Barro que se prolonga até dia 3 de Abril.
Esta participação, incluída na sessão dedicada à "Olaria utilitária na História do Homem" contou com a presença de Ana Osório, colaboradora do Projeto Outeiro do Circo, sob o título "A investigação e divulgação de cerâmicas arqueológicas: do estudo arqueométrico ao Projecto faCta no Outeiro do Circo".



terça-feira, 1 de março de 2016

XI Congresso Ibérico de Arqueometria - poster

Apesar do atraso em relação à data de realização do evento, aqui deixamos o poster submetido ao XI Congresso Ibérico de Arqueometria, ocorrido em Évora entre 14 e 16 de Outubro de 2015.
Trata-se da apresentação de alguns resultados preliminares dos trabalhos de prospeção geofísica realizados em 2014 e 2015 no Outeiro do Circo por parte da equipa do Instituto de Ciências da Terra da Universidade de Évora.
Recorde-se ainda que estes trabalhos são o resultado da parceria estabelecida entre os responsáveis científicos do Projeto Outeiro do Circo e o Laboratório Hércules (Univ. Évora).
A publicação dos resultados finais é esperada para breve.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

II Congresso Oleiros do Sul

O Projecto Outeiro do Circo marcará mais uma vez presença no evento Sabores no Barro, organizado pela Junta de Freguesia de Beringel através da participação no II Congresso Oleiros do Sul.
No dia 1 de Abril haverá lugar à intervenção de Ana Osório, colaboradora do Projeto Outeiro do Circo, na sessão "A Olaria Utilitária na História do Homem".
Site do evento aqui

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

XI Congresso Ibérico de Arqueometria - 14 a 16 Outubro, Évora


O Projeto Outeiro do Circo vai estar presente no XI Congresso Ibérico de Arqueometria a realizar entre 14 e 16 de Outubro de 2015 em Évora.
Esta participação surge na sequência do protocolo de colaboração com o Laboratório Hércules e que permitiu a realização de trabalhos de prospeção geofísica em 2014 e 2015 no Outeiro do Circo.
Será apresentado um poster na sessão dedicada a "Datação. Prospeção Geofísica. Teledeteção" com o título: Levantamento geofísico no povoado do Bronze Final do Outeiro do Circo (Beja), da autoria de José Borges, Bento Caldeira, Rui Oliveira, Samuel Neves, Miguel Serra e Eduardo Porfírio.


Resumo:
O local de estudo, Outeiro do Circo, é um povoado do final da Idade do Bronze (1250-850 a.C.), localizado em Mombeja (Beja). O elemento físico de maior destaque corresponde a uma linha de muralhas que delimita o povoado quase na totalidade da sua extensão, definindo uma área de cerca de 17 ha. No sector sudeste e sudoeste, o sistema defensivo é composto por uma muralha dupla , nesta última área localiza-se aquela que seria provavelmente a entrada principal no povoado, pois encontra-se ladeada por dois bastiões junto ao muro exterior.
No presente trabalho foram realizados levantamentos geofísicos, utilizando duas metodologias distintas: i) magnetometria (gradiometria), em áreas de grande extensão, tendo em vista a identificação de anomalias mais profundas, nomeadamente as que se relacionam com a presença da muralha; ii) Georadar (GPR), em zonas mais restritas, permitindo assim, identificar de forma mais precisa, muros e outras estruturas onde possam existir vestígios do povoado intramuralhas.
O levantamento de dados foi feito no modo “zig-zag”, com distância entre perfis de 0,25 m, no caso do GPR e de 1m, no caso do magnetómetro. O GPR utilizado foi o GSSI SIR-3000 montada num “cart” com odómetro, equipado uma antena de 400 MHz e configurado para atingir uma profundidade máxima de exploração de cerca de 1,5 m. O levantamento de magnetometria foi realizado com o equipamento Gem Systems GSM-19 em que os sensores foram montados num “cart” e localizados com precisão por GPS integrado no próprio equipamento de aquisição. O modo de aquisição de dados visou a determinação do gradiente magnético vertical sobre perfis distanciados paralelamente de 1m. Para tal, foram empregues dois sensores em disposição vertical, distanciados de 80 cm, medindo cada um deles o valor total do campo magnético terrestre local.
Após o processamento dos dados seguindo as metodologias adequadas, obtiveram-se imagens que permitem analisar as áreas de estudo em planos paralelos à superfície e em profundidade. No caso do GPR, obteve-se um mapa de reflectividades onde se observam anomalias devidas à presença de refletores, isto é, estruturas com constante dieléctrica contrastante com meio envolvente. Em magnetometria, obteve-se um mapa de anomalias de gradiente do campo magnético que traduzem os contrastes de susceptibilidade magnética dos materiais existentes no subsolo. No levantamento em causa, registaram-se anomalias de grande amplitude, , que deverão corresponder a sectores onde existem evidências da presença das muralhas
O processamento integrado dos dados obtidos pelas duas metodologias permitiu identificar estruturas enterradas que poderão ser interpretadas como vestígios da muralha que rodeava o povoado e como vestígios das hipotéticas estruturas habitacionais antigas  que terão existido no seu interior. Essas estruturas deverão ser sujeitas a confirmação por escavações arqueológicas a realizar posteriormente.