domingo, 30 de maio de 2010

Visita de Mestrado da Universidade de Coimbra ao Outeiro do Circo

Professores e alunos do Mestrado em Arqueologia e Território da Universidade de Coimbra, visitaram no dia 22 de Maio o Outeiro do Circo, onde na presença de um dos responsáveis científicos, puderam tomar conhecimento do projecto de investigação em curso e das últimas novidades resultantes de dois anos de escavações no local.

Esta jornada iniciou-se na manhã do mesmo dia, com uma visita guiada ao Castro de Ratinhos (Moura) e continuou na manhã de dia 23 com um percurso por Beja, que englobou as escavações do Forum de Pax Iulia (Praça da República), Museu Regional Rainha Dona Leonor, Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, Exposição Vinha das Caliças 4 (Sede da EDIA) e terminou na Vidigueira/Vila de Frades, onde da parte da tarde se realizaram visitas à Villa de São Cucufate e ao Museu Casa do Arco.

Foto 1: Outeiro do Circo (Beja)

Foto 2: Outeiro do Circo (Beja)


Foto 3: Outeiro do Circo (Beja)

Foto 4: Outeiro do Circo (Beja)

Foto 5: Outeiro do Circo (Beja)


Foto 6: Castro dos Ratinhos (Moura)


Foto 7: Forum de Pax Iulia (Rua da Moeda, Beja)


Foto 8: Museu Regional Rainha Dona Leonor (Beja)


Foto 9: Núcleo Museológico da Rua do Sembrano (Beja)


Foto 10: Exposição Vinha das Caliças 4 (Beja)

Foto 11: Villa de São Cucufate (Vidigueira)


Foto 12: Museu Casa do Arco (Vidigueira)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

2 Anos do Projecto Outeiro do Circo

Em jeito de homenagem a todos aqueles que connosco têm colaborado ao longo destes últimos dois anos. Muito Obrigado!

Agradecemos também ao Nelson Salvador da Associação Juvenil e Cultural de Mombeja pela paciência na edição e ao Grupo Coral Feminino de Mombeja a cedência da música.


video

quinta-feira, 20 de maio de 2010

La foto-interpretación aplicada al Outeiro do Circo


La fotografía aérea es un importante medio auxiliar en la investigación arqueológica, tanto para la detección de yacimientos, como para análisis de los ya conocidos, permitiendo la identificación y definición de estructuras enterradas.


El desarrollo de las técnicas asociadas a la fotografía aérea tuvo su gran impulso durante la 2ª Guerra Mundial, sirviendo a la identificación y análisis de objetivos tácticos muy específicos, rápidamente se extendió entre los arqueólogos, sobre todo británicos, debido a la gran cantidad de novedades que permitía documentar.


Actualmente, con la apertura de los geoportales como el Google Earth, Bing Maps o Flash Earth, tenemos acceso simple y rápido a imágenes aéreas de cualquier parte del mundo contando así con una nueva serie herramientas para hacer foto-interpretación. Elpido desarrollo de estas tecnologías, ha sido de gran utilidad para los arqueólogos, dado que en muchas ocasiones, estas imágenes poseen más definición y calidad que las tradicionales fotos áreas, a pesar de eso las nuevas tecnológicas no viene a sustituirlas sino a complementarlas.


El Outeiro do Circo, solo ha sido objeto de este tipo de análisis muy recientemente (SERRA et alii, 2008), proporcionando importantes novedades en relación a la planta anteriormente publicada (PARREIRA, 1977) y permitiendo un cálculo más correcto del área del poblado, corrigiéndose la cifra anterior, y pasando de las 8 Ha. a las 17 Ha.


En el primer artículo especifico sobre este importante poblado, Rui Parreira, publica una primera planta del recinto (fig. 1), que revela una configuraciónfácilmente reconocible hoy en día a través de la foto área (fig. 2), estructurándose en una elipsoide ovalada y observándose un pequeño trozo con doble cinturón de muralla.

Fig. 1

Fig. 2

Un examen más pormenorizado de esta imagen, permitió presenta una nueva planta (fig. 3), mostrando alguna interesantes novedades, como el hecho de que el doble cinturón de muralla se extiende por todo el poblado y el descubrimiento de una entrada principal flanqueada por dos bastiones (fig. 3 D), además se han identificado varias estructuras de funcionalidad incierta en la parte superior norte del yacimiento.

Fig. 3


En el transcurso del actual proyecto, se estudio nuevamente la foto aérea, añadiendo a este análisis la información obtenida a través de las prospecciones realizadas en el terreno, con la finalidad de definir las áreas más importantes para ser intervenidas arqueológicamente. Se recurrió, esta vez como apoyo, a una selección de imágenes históricas de Google Earth, seleccionando aquellas que revelasen un mayor potencial informativo (Fig. 4).


Fig. 4


El resultado de este pequeño estudio, permitió corregir algunas interpretaciones (fallos de lectura en las formas observadas) plasmadas en la planta anterior, generándose una nueva planimetría mas aproximada a la realidad observada en el terreno (Fig. 5 y 6). Debemos destacar el hecho de que la doble línea de muralla no se observa completamente en todo el perímetro defensivo.


Fig. 5

Fig. 6


En la zona donde se identifico la posible entrada principal del poblado, después del tratamiento de la imagen mediante el aumento del contraste (fig. 7), hemos obtenido mayores detalles, facilitándose el reconocimiento de las formas (fig. 8), que en este caso ya no se observan en el lugar debido a la acción destructiva de la agricultura moderna altamente mecanizada.



Fig. 7

Fig. 8


Las nuevas funciones disponibles en Google Earth, como por ejemplo la herramienta de inclinación del plano con zoom, nos permite nuevo medios de visualizar el yacimiento y el área que lo envuelve, posibilitando la creación de un soporte para la realización de reconstrucciones tridimensionales simples (fig. 9) muy útiles a efecto de divulgación. Estas imágenes permiten una percepción inmediata e intuitiva de la configuración de los espacios.


Fig. 9

Bibliografía


PARREIRA, R. (1977), O povoado da Idade do Bronze do Outeiro do Circo, Arquivo de Beja, 28 – 32, pp. 31 – 45.


SERRA, M., PORFÍRIO, E. e ORTIZ, R. (2008), O Bronze Final no Sul de Portugal – Um ponto de partida para o estudo do povoado do Outeiro do Circo, Actas do III Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, Aljustrel, 26 a 28 de Outubro de 2006, VIPASCA, Arqueologia e História, n.º 2, 2ª série, 2008, pp. 163 – 170.

Traducción: Rafael Ortiz Temprado

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Foto-interpretação no Outeiro do Circo

O potencial informativo das fotografias aéreas é um auxiliar precioso na investigação arqueológica, quer seja na detecção de sítios, quer na definição de estruturas.

O desenvolvimento das técnicas de fotografia aérea teve forte impulso durante e após a 2ª Guerra Mundial. Servindo objectivos tácticos muito específicos, rapidamente se disseminou entre os arqueólogos, sobretudo britânicos, devido às muitas novidades que permitiu documentar.

Actualmente, contamos com uma série de novos meios de fazer foto-interpretação, desde o advento dos geoportais, como o Google Earth, Bing Maps ou Flash Earth, que permitem um acesso simples e rápido a imagens aéreas de qualquer parte do mundo. O rápido desenvolvimento destas tecnologias, foi de enorme utilidade para os arqueólogos, pois muitas vezes, estas possuem maior definição e qualidade que as tradicionais fotografias aéreas, apesar de não as substituírem, mas antes as complementarem.

O Outeiro do Circo só foi alvo deste tipo de análise muito recentemente (SERRA et alii, 2008), proporcionando importantes novidades em relação à planta anteriormente publicada (PARREIRA, 1977) e permitindo um cálculo mais concreto da área do povoado, anteriormente estimada em 8 ha, e que actualmente se julga ter cerca de 17 ha.

No primeiro artigo específico sobre este importante povoado, Rui Parreira, publica uma primeira planta do recinto (fig. 1), que revela a configuração ainda hoje facilmente reconhecível na fotografia aérea (fig. 2), com forma elipsoidal alongada e observando-se um pequeno troço com dupla cintura de muralha.

Fig. 1

Fig. 2

Um exame mais pormenorizado desta imagem, permitiu a apresentação de uma nova planta (fig. 3), reveladora algumas novidades, como o facto de aparentemente a dupla linha de muralha se estender a todo o povoado e o surgimento de uma entrada principal ladeada por dois bastiões (fig. 3 D), para além da integração de várias estruturas indeterminadas no topo Norte do povoado (fig. 3 A).

Fig. 3

No decorrer do actual projecto, procurou-se documentar novamente a fotografia aérea, de forma a servir para a definição de áreas de potencial interesse a intervencionar, conjugando esta análise com a informação obtida com as prospecções no terreno. Recorreu-se, desta vez, a uma selecção de imagens históricas do Google Earth, de modo a obter aquela que revelasse maior potencial informativo (fig. 4).

Fig. 4

O resultado deste pequeno estudo, permitiu corrigir algumas interpretações (falhas de leitura nas formas observadas) da planta anterior, produzindo-se uma planta com maior aproximação em relação à realidade observada também no terreno (fig 5 e 6), sendo de destacar o facto de a dupla linha de muralha não ser completamente observável em todo o perímetro defensivo.

Fig. 5

Fig. 6

A zona onde se identificou a possível entrada principal do povoado revela agora maior pormenor, após o tratamento da imagem com aumento de contraste (fig. 7), facilitando o reconhecimento das formas (fig. 8), que neste caso já não se observam no local, devido à acção destruidora da agricultura mecanizada.

Fig. 7


Fig. 8

As novas funcionalidades disponíveis no Google Earth, como por exemplo a ferramenta de inclinação automática com zoom, permitem-nos novos meios de percepcionar o sítio e a envolvência e inclusivamente criam um suporte para a realização de reconstituições tridimensionais simples (fig. 9), para efeitos de divulgação através da percepção imediata da configuração dos espaços.

Fig. 9

Bibliografia:


PARREIRA, R. (1977), O povoado da Idade do Bronze do Outeiro do Circo, Arquivo de Beja, 28 – 32, pp. 31 – 45.

SERRA, M., PORFÍRIO, E. e ORTIZ, R. (2008), O Bronze Final no Sul de Portugal – Um ponto de partida para o estudo do povoado do Outeiro do Circo, Actas do III Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, Aljustrel, 26 a 28 de Outubro de 2006, VIPASCA, Arqueologia e História, n.º 2, 2ª série, 2008, pp. 163 – 170.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Alunos e professores da Universidade de Coimbra visitam Outeiro do Circo

No âmbito da visita de estudo anual do mestrado em Arqueologia e Território da Universidade de Coimbra, cerca de 15 alunos e professores deslocam-se a 22 e 23 de Maio ao Baixo Alentejo, numa jornada que incluí diversos sítios arqueológicos e museus da região.
O programa da visita contempla na tarde de 22 de Maio, um percurso pelo Outeiro do Circo, conduzido pelos responsáveis do projecto.

Programa completo da visita:

22 Maio

Manhã:

- Castro de Ratinhos (Moura) - Visita guiada por António Carlos Silva (DRCAlentejo e co-responsável do projecto de investigação do Castro de Ratinhos);

Tarde:

- Outeiro do Circo (Beja) - Visita guiada por Miguel Serra e Eduardo Porfírio (CEAUCP-CAM / Palimpsesto Lda., responsáveis científicos do projecto de investigação do Outeiro do Circo)

23 Maio

Manhã:

- Praça da República/Forum de Pax Iulia (Beja) - Visita guiada por Maria da Conceição Lopes (CEAUCP-CAM / IAFLUC e responsável científica do projecto de investigação de Pax Iulia);

- Núcleo Visigótico (Beja)

- Núcleo Museológico da Rua do Sembrano (Beja) – Visita guiada por Susana Correia (DRCAlentejo) e Miguel Serra (Palimpsesto, Lda)

Tarde:

- Villa de São Cucufate (Vidigueira) - Visita guiada por Maria da Conceição Lopes;

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Projecto Outeiro do Circo nas Conversas com B de Beja

Na passada quarta-feira, realizámos na Biblioteca Municipal de Beja uma sessão aberta à comunidade, onde foram apresentados os resultados de dois anos de trabalho do Projecto Outeiro do Circo. Esta actividade constou de uma exposição com os vários textos que temos publicado dedicados ao projecto e tabém à arqueologia dea freguesia de Mombeja, seguida de uma pequena conferência. A apresentação do projecto esteve a cargo da Dr.ª Isabel Ricardo da Câmara Municipal de Beja e no final a Dr.ª Fàtima Soares, Presidente da Junta de Freguesia de Mombeja proferiu algumas palavras a modo de conclusão.
Na base desta iniciativa, esteve a preocupação de mostrar à comunidade em geral os resultados das escavações no povoado do Outeiro do Circo, mas também toda a componente de arqueologia social e educação patrimonial que é inerente a este projecto de arqueologia. Agradecemos a presença de todos aqueles que se deslocaram à Biblioteca de Beja para assistir a esta sessão e cujo interesse ficou demonstrado através das várias perguntas realizadas no final. Desde já lançamos o repto para uma próxima apresentação a realizar em Mombeja da qual daremos mais notícias brevemente no blogue.